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  • Foto do escritorMarcelo Naudi

Mixagem III

Não abuse dos controles!

Tem gente que acha que mixar bem depende de mexer em todos botões possíveis. Bobagem”. Por um lado, você pode ter gravado o som perfeito já de saída, e ficar mexendo só irá destruir um bom trabalho. Além disso, se você assumir de saída que uma caixa precisa de reverb, está perdendo a oportunidade de ouvir a bateria no seu estado natural – um som mais orgânico e seco pode muitas vezes ter a pegada necessária para ligar” a sua faixa.

Para avaliar bem o som, discipline-se para escutar a música exatamente como foi gravada. Não mexa em nada. Apenas procure um equilíbrio de nível entre os vários instrumentos – exatamente como faria para uma mixagem crua básica – e ouça.

O importante é o todo soar coeso. Ajustes de timbre e efeitos devem ser considerados dentro do contexto geral.

Até esse ponto, evite o botão “solo”. Não faz sentido fazer “”solo” em um canal individual e gastar um tempão no equalizador. Nenhum som é uma ilha – todos eles devem coexistir em um espectro estéreo.

Aquele grave “perfeito” que você passou uma hora ajeitando pode soar horrível quando mixado com os outros instrumentos. Uma guitarra que soa magra e “meia-boca” sozinha pode soar absolutamente maravilhosa na mixagem geral. Os botões solo vem à mão para confirmar o equilíbrio estéreo e verificar probleminhas de gravação, mas mexer em um fade por vez, é em geral, má ideia.


Equalizando!

Para produzir os seguintes timbres, coloque o botão boost/cut do seu mixer para +3dB e passeie pelas frequências sugeridas até ouvir o efeito desejado. Aumente o sinal de 6dB para 15dB se quer um som mais agressivo. Por outro lado, se um sinal particular soa muito “quente”, experimente cortar a variação de frequência dele em pelo menos 3dB.





Qual é a frequência, mano?

Em dúvida sobre para que lado mexer aqueles botões de equalização para destacar um instrumento em particular?

Esses espectros de frequências básicas devem ajudar. Embora as frequências harmônicas sejam muitas vezes um pouco mais altas – dependendo de fatos como o volume produzido pelo instrumento – essas variações são um bom ponto de partida para fazer ajustes tonais.





Novas dicas no próximo blog.

Até lá!

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