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Heraldo Paarmann (guitarrista)

Heraldo Paarmann

 

Marcelo Naudi - Você começou bem cedo na música, o que te atraiu?
Heraldo Paarmann - Sinto que foi uma série de fatores, meus pais sempre ouviram muita música em casa, especialmente o meu pai Gerson dos Santos, ele ligava a vitrola (esse era o nome popular do aparelho toca discos de vinil hehehehe e cantava tudo que ele gostava , eu ficava ali curtindo a curtição dele, sem contar que quando eu era apenas um bebe ele colocava várias músicas para me fazer dormir e ficava cantando para mim. E o rock sempre esteve presente em ALTO VOLUME dentro da minha casa, era inevitável que o rock seria a porta de entrada master plus para a música. Então estar envolvido pela música sempre fez parte da minha vida, por alguma razão fui me interessando pela bateria, hoje eu até compreendo melhor o porque disso tudo, crianças são imediatistas e a bateria é o melhor instrumento para ter resultados imediatos. 

Marcelo Naudi - Você teve apoio familiar?
Heraldo Paarmann - Meu pai chegou a ter uma banda de rock (no final da década de 60 que foi quando eu nasci) quando ele trabalhava na extinta MESBLA, quando ele percebeu meu interesse por batucar nas panelas e tudo que produzia som ele comprou um tamborzinho da Hering - e relembrando isso até que tinha um som legal a pele era de couro animal, acredita? hehehe - e depois comprou outro, mais outro e um dia eu estava brincando na frente da minha casa e vi um engradado de madeira jogado na rua, levei para casa e convenci o meu pai que precisávamos montar a minha primeira bateria, usamos os tambores e modificamos a estrutura do engradado - ficou algo parecido com um rack para bateria só que de madeira - peguei umas tampas de panelas para servirem de pratos e pronto, minha primeira bateria estava pronta. Eu montava esse MONSTRO DE MADEIRA hehehe - no meio da sala e ficava tocando por horas fazendo uns showzinhos para meus amigos da rua hehehehe - apesar da minha mãe apoiar imagine a cara que ela fazia de ver aquilo no meio da sala? rsrsrs Um dia meu pai apareceu com um presente inacreditável, ele tinha comprado a bateria da ex banda que ele teve na Mesbla, era uma Caramuru com couro de animal (no caso couro de burro) estava meio detonada, demos umas ajeitadas nela e finalmente eu tinha uma bateria de verdade em casa, isso aconteceu por volta de 1974 quando eu tinha uns 6 anos de idade. Você pode imaginar o que foi isso para mim? Ter uma bateria naquela época era simplesmente algo inacreditável, eu nem pensava que era possível montar uma banda, o fato de eu ter este instrumento e poder tocá-lo parecia que era tudo que eu precisava na minha vida. Tempos depois acabei entrando para a fanfarra da escola, isso foi um outro acontecimento importante, pois eu não sabia que eu já havia adquirido algumas facilidades para aprender e quando fiz o teste já fui selecionado e virei spalla da sessão das caixas. Na sequencia acabei tocando outros instrumentos na fanfarra, como corneta em Si , trompete de um pistão e atabaques (não eram como as tumbadoras de hoje). A minha primeira banda tinha a minha mãe (Miriam Paarmann) cantando, meu pai trabalhava o dia inteiro, não tínhamos vocalista, então eu aprendia algumas musicas que ela sabia cantar e ficávamos ensaiando com ela cantando - ela cantou em coral na época da escola - lembro-me vivido quando ela cantava Diana de Paul Anka que foi uma versão em português gravada por Carlos Gonzaga. Enfim, todo esse apoio se misturava em atividade familiar, meus pais não só apoiavam como participavam ativamente, meu pai cantou comigo em vários shows porque era raro conseguirmos alguém da nossa idade que cantasse legal. Haviam pouco garotos cantores, então meu pai sempre salvava nossas apresentações!!!! Graças a Deus eu fui abençoado por ter os meus pais, eles foram determinantes para tudo que sou. 

Marcelo Naudi - Você ainda toca bateria? Heraldo Paarmann -Bateria sempre foi e será o meu instrumento de coração, tenho um afeto especial e me divirto demais tocando bateria, continuei a tocar, estudei firmemente até 1990 achei melhor me manter estudando guitarra mas nunca parei de tocar bateria. Em meados de 2006 comprei uma bateria eletrônica virtual e graças a isso voltei a estudar - sem perceber hehehe - técnicas , mudei o tipo de baqueta pois eu usava 5B e graças a bateria eletrônica mudei definitivamente para a 7A desde então sempre que há oportunidade eu toco em algum projeto, alguma gig de covers e afins. Dou aulas de bateria para iniciantes e intermediários desde sempre, eu simplesmente ADORO TOCAR E LECIONAR BATERIA. Tenho certeza absoluta que se eu não tivesse aprendido a tocar bateria o minha forma de entendimento musical sobretudo na guitarra teria sido bem mais complicada. No inicio de 1990 tive aulas com a Vera Figueiredo, foi minha única vez que eu tive aulas de bateria. É claro que tive o que eu poderia chamar de professores circunstanciais pois ao longo da vida conhecemos vários músicos e sempre se aprende muito com esses encontros.

Marcelo Naudi - Quais foram as suas influências na guitarra?
Heraldo Paarmann - Acho que a mais importante foi a influência de uma pergunta muito simples que meu pai me fez em 1981, estávamos conversando e eu falando sobre a banda que eu tinha montado etc, de repente ele pergunta: - Legal, você está tocando bastante bateria, mas e compor? Como você vai compor uma música na bateria? Depois de uma gaguejadas para responder isso percebi que era impossível, não tem como, daí ele sugeriu que ao menos eu tocasse violão, o argumento dele foi muito forte grifado quando ele citou o Ringo Star, os Beatles acabaram e ele era o único que não tocava outro instrumento e sua carreira de compositor nunca aconteceu efetivamente. Considerando esse fato posso afirmar que a minha primeira influência para tocar guitarra foi graças ao meu amado pai! Não demorou muito e eu já estava com uma guitarra na mão. Em 1981 eu tinha uma DUO Band ( naquela época nem dava para chamar de banda, éramos dois moleques fazendo um som e tínhamos certeza que não éramos uma banda. o Sidney que era o "guitarrista" que só sabia tocar riffs na sexta corda não saía disso, então resolvi ensinar o que eu sabia e fui tentar aumentar as possibilidades na guitarra. Mas, depois de tudo isso quando eu vi o LP The Song Remais the Same do Led Zeppelin - que me foi apresentado pelo meu amigo Zé Luis Zitelli - descobri que era isso que eu realmente queria fazer, ser guitarrista e posteriormente eu também quis ser produtor musical, eu não queria ser o Jimmy Page mas eu vi nele uma forte inspiração como plano profissional. Posteriormente descobri Steve Ray Vaughan através de meu pai, ele comprou o LP Texas Flood em 1982 e quando eu escutei aquilo fiquei vidrado, de alguma forma até me senti um traidor perante ao Jimmy Page hehehehe. Nesta mesma época comecei a ouvir a banda A Cor do Som, o Armandinho foi o meu primeiro Guitar Hero Brazuca!!! OBS: Ufa, tem tanta coisa que eu vou lembrando que é complicado selecionar os acontecimentos mais importantes, pois me é importante hehehe. Por muitos anos fui me sentindo influenciado por tudo que eu ouvia, em 1984 descobri Heraldo do Monte, esse momento foi mais uma revolução na minhas perspectiva musical, descobri que eu realmente adorava musica instrumental brasileira. E a partir daí mergulhei no instrumental e cheguei ao Fusion através de Chick Corea and Electrik Band no Free Jazz Festival de 1987, simplesmente alucinei, neste mesmo festival Dominguinhos se apresentou com uma banda que contava com a presença de Heraldo do Monte e Arismar do Espirito Santo. Em 1988 descobri Joe Satriani e por incrível que pareça finalmente ouvi Jeff Beck no álbum Blow by Blow. Cara, eu gosto de tanta coisa que eu acho uma injustiça falar apenas dessas referências, porque eu tenho que mencionar nomes significativos, como Eddie Van Halen, Steve Vai, Eric Johnson, Vinnie Moore, Gary Moore, Jimmi Hendrix, John Fogert (Creedence), George Harrison, Steve Morse, Ritchie Blackmore, David Gilmour, Peter Frampton, Robert Fripp, Andrea Below, Frank Zappa.  

Marcelo Naudi - Você começou como auto ditada, em que momento sentiu a necessidade de estudar com professores?
Heraldo Paarmann - Hoje eu sinto que não sou exatamente um autodidata, claro que eu tive algumas sacadas aprendi algumas coisas por reflexão e por mero acaso, mas eu peno que eu tive aulas com meus amigos, vizinhos, colegas, músicos que eu conheci que eu perguntava como tocava tal musica etc. Mas, nenhum deles era especializado, então eu prefiro reformular a sua pergunta, Quando eu tive necessidade de ter aulas com um especialista? Foi em 1983 , antes desse momento eu tive aulas de violão com um professor do bairro chamado Orlando, ele ensinava o básico focado no ensino da leitura de cifras das revistas com músicas cifradas, foi importante, mas eu já tirava músicas de ouvido e em pouco tempo ele me aconselhou a procurar um professor de guitarra, aliás fica aqui a minha singela homenagem, pois ele se foi faz pouco tempo, ele ensinou centenas de crianças e adolescentes da Zona Norte no bairro do Imirim por décadas. Algum tempo depois descobri o conservatório musical de Santana (próximo ao metrô Santana) lá conheci o professor Wagner que também era um garotão de 18 anos, mas era um guitarrista de Jazz e bossa nova incrível, tive 6 meses de aula e ele me ensinou a postura de digitação, nunca mais perdi isso, depois passei a comprar livros, revistas e fui tirando mais musicas. Eu sempre tive banda, os desafios de tocar o repertório sempre foram a minha escola. Até que em 1987 percebi que eu não conseguia mais tirar tudo que eu estava gostando de ouvir, eu sentia que eram sons que eu não fazia a menor ideia como eram feitos, cheguei no meu limite. Um grande divisor de águas foi um professor de violão clássico do conservatório do Imirim, chamava-se Claudio e infelizmente eu não me lembro de seu sobrenome, tive uma aula gratuita por umas 3 horas, estive lá acidentalmente para visitar um colega guitarrista e na espera conheci o Prof. Claudio, ele foi se empolgando e pegou dois violões e me mostrou uma tempestade de informações sensacionais - meu colega acabou ficando de lado hehehehe afinal era um recém colega hehehe - voltei para casa completamente hipnotizado , por conta disso acabei compondo um tema baseado nessa aula, dois dias depois voltei lá para mostrá-lo ao Prof. Claudio, ali eu descobri que eu tinha composto um estudo, ele fez algumas correções estéticas e eu ganhei essa maravilhosa experiência brindada com uma composição, tudo aconteceu em três dias, tenho isso guardado como se fosse ontem. Acho que eu tive alguns divisores de águas nesse aspecto, mas considerando como uma mudança radical foi quando meu recém amigo Valmyr Tavares praticamente me obrigou a ter aulas com o professor Michel Perrie (ex Fire Box) ele tinha um material inédito no Brasil, ele tinha estudado no IG&T e por conta disso todo mundo queria ter aulas de Rock com ele, na verdade ele focava mais para o Heavy Metal - apesar de que eu nunca tive muita afinidade com o Heavy Metal eu percebi que ele era o professor que iria mudar tudo que eu já havia adquirido. Cheguei lá sabendo perfeitamente o que eu precisava e quando ele me perguntou quais eram essas necessidades disse prontamente , preciso aprender harmonia, melhorar minha palhetada e aprender a ler partitura. Ele foi genial ao me propor a estudar como se eu fosse iniciante, começamos tudo do zero. Você ideia como este 1 ano de estudos mudaram completamente a minha vida guitarristica, aprendi e descobri milhares de novos sons, novos guitarristas, dei nomes aos bois a tudo que eu sabia fazer mas eu não entendia praticamente nada, ou eram conhecimentos desconexos. Michel Perrie definitivamente foi o meu professor modelo!!!! Apesar dessa resposta ter sido longa sempre tenho a necessidade de citar outros mestres que me direcionaram com muita profundidade, Marisa Ramires (estruturação musical, harmonia e percepção), Ricardo Rizek (Estética e harmonia), Mozart Mello (Guitarra Jazz e Fusion), Sidney Molina (Estética e interpretação camerística), Roberto Saltini (análise musical, interpretação camerística e música do século XX na perspectiva da musica formal). E confesso que eu vou parar por aqui, senão vai ficar enorme hehehehe. 

Marcelo Naudi - É possível conciliar interesses mercadológicos e artísticos?
Heraldo Paarmann - Graças a tecnologia temos a madrugada, temos qualquer tempo ocioso para registrar qualquer trabalho, seja ele voltado para o mercado ou apenas como a nossa arte, por causa disso eu vejo que ficou mais prático testar coisas. Mas pensando friamente nesta sua pergunta eu não saberia dizer o que é um verdadeiro interesse mercadológico e o que é um verdadeiro interesse artístico, pois o mercado está completamente multifacetado, não dá para afirmar 100% que o interesse do mercado seja apenas a ditadura da mídia usando o Forró Sertanejo, Funk Carioca e nem que arte é fazer um tipo de música completamente incompreensível e complexa que ninguém entende absolutamente nada hehehehe. Mas eu acho que sim, é uma tarefa heroica nos dias de hoje, as responsabilidades e custo de vida mandam nas nossas agendas, produzir arte demanda um tempo indeterminado e produzir trabalhos voltados ao mercado são feitos de uma forma mais objetiva. Eu sempre tive como meta conseguir fazer um trabalho musical que pudesse unir esses dois interesses, isso sim é o paraíso! Temos que testar e ver no que dá !!! Talvez a graça de fazer seja essa mesmo hehehe.

Marcelo Naudi - Existe algum novo guitarrista que você tem escutado atualmente?
Heraldo Paarmann - Infelizmente não, os guitarristas compositores estão cada vez mais raros, hoje os guitarristas insistem em demonstrar suas habilidades mecânicas, vejo muitos guitarristas tocando bem, mas são raríssimos momentos que eu escuto boas composições. Hoje eu escuto e pesquiso musica, gosto de ouvir ideias, temas, conceitos e só vejo a mecânica a serviço de tudo isso, é muito mais fácil eu me encantar com uma banda com limitações mecânicas - desde que tenha ótimas ideias - do que por um super guitarrista que sabe tocar centena de milhares de soluções mecânicas a serviço exclusivo de se exibir. O Youtube está lotado desses tipos de guitarristas, buscam "fama" para conseguirem patrocínios, agora me diga, isso é fazer música? Não quero parecer um conservador, aposto sempre no novo, entendo perfeitamente que em nossos dias temos vários segmentos profissionais para guitarristas, mas sinto que poucos tem plena consciência disso, tem muito guitarrista gravando músicas apenas para se exibirem e/ou conseguirem chamar a atenção de alunos, e muitos tem certeza absoluta que estão compondo ideias. Não vejo problema algum em compor sons para demonstrar técnicas mecânicas, mas isso se limita apenas a este propósito, nem dá para comparar com o segmento da música formal (clássica) onde vários compositores que também eram bons instrumentistas compuseram estudos para seus instrumentos, mas quando escutamos é impossível ouví-los como simples estudos, eu pessoalmente acabo ouvindo temas incríveis o que demonstra que a fator ideia sempre está fortemente presente.

Marcelo Naudi - Quais são as dificuldades de um músico free lancer?
Heraldo Paarmann - O Marketing pessoal é um fator importante nesse tipo de "prestação de serviços", porém muito se divulga e pouco de garante, é muito comum você ver instrumentistas falando e mostrando seus equipamentos, mostrando seus títulos, mas na hora do trabalho ficam a desejar. Quando se opta em ser um músico free lancer é importante ser eficiente, aceitar o trabalho e resolve-lo, para isso é necessário que se tenha muita experiência e responsabilidade. 

Marcelo Naudi - Que dicas você daria pros guitarristas conseguirem boas GIGS?
Heraldo Paarmann - De certa forma acho que eu respondi essa pergunta na anterior hehehe. 

Marcelo Naudi - Conte-nos um pouco sobre a sua passagem por uma das bandas mais expressivas do rock brasileiro. Heraldo Paarmann - Foi uma grata experiência, eu tinha acabado de completar 21 anos de idade - em dezembro de 1990 - e em fevereiro de 1991 entrei para o Ultraje a Rigor, eu não tinha dimensão do que a banda significava como uma das maiores bandas do rock brasileiro. Levei alguns anos para entender isso hehehehe Eu nunca tive pretensões de ser famoso, eu queria trabalhar com música , me tornar um bom guitarrista e ser um bom produtor musical, mas por alguma razão a vida me colocou neste outro caminho. Viajar , conhecer o Brasil tocando rock, gravando, indo em programas de televisão e tudo que envolve estar numa banda desse porte eu só posso dizer que foi INACREDITÁVELMENTE LEGAL!!! 

Marcelo Naudi - E os equipamentos? O que você utiliza atualmente para gravar e para se apresentar ao vivo?
Heraldo Paarmann - Digamos que eu sempre estive na contramão da maioria, nunca me prendi a usar apenas equipamentos consagrados, mesmo porque sempre os achava caros e nem tão incríveis assim. Hoje uso uma modesta GT5 da boss com um Cry Baby Dunlop ligado na entrada, sou totalmente adepto as pedaleiras programáveis, mas é claro que eu tenho os meus queridos pedais para apresentações mais objetivas e/ou experiências sonoras. Tenho 3 amplificadores: O Tube One Staner (que não é mais fabricado) é um amplificador Hibrido pré valvulado com potência transistorizada, ultimamente utilizo ele mais no meu estúdio para ensaios. Tenho o Crate Power Block, um amplificador transistorizado bem pequeno com 150W Rms que eu ligo numa caixa pequena com um falante de 12" SeLenium de 300w RMS, normalmente utilizo bastante para shows, pela praticidade e leveza, além de ter um som que eu gosto. O mais recente é o Peavey Bandit que eu fiquei impressionado com a evolução desse dinossauro da marca, ele foi totalmente remodelado e me impressionou bastante, recentemente fechamos parceira com a Peavey através do Kroma - quarteto de guitarras. Bom, como você pode ver eu gosto de amplificadores transistorizados, estranho gosto vindo de um guitarrista, não? hehehe. Minhas guitarras do dia a dia são: Stratocaster Eagle Master Series com captadores Seymour Duncan Little 59 , JB e um Winkinson no meio, sou patrocinado pela marca há quase 3 anos, esta guitarra está sendo a minha guitarra pau para toda obra !!!! :) Minha eterna amiga Ibanez 540R 1990 azul, com captadores Dimarzio, Paf Pro e Fast Tracks, muita gente falava a meu respeito como o GUITARRISTA DA GUITARRA AZUL - na época do Ultraje!!! Les Paul Epiphone Standard 2000 - tudo original , comprei para tocar Led Zeppelin hehehehe e fundei a banda Ledness - Tributo ao Led Zeppelin em 2003 e estamos completando 10 anos de banda no mês de setembro/2013. E finalmente a minha CAST Suprema Kroma de 7 cordas, o Luthier Josino (dono da marca) presenteou o meu quarteto de guitarras KROMA com essa maravilha, eu precisava de uma guitarra especifica com algumas características que pudessem facilitar minha performance no Kroma. Ela tem 7 cordas porque eu faço a maioria das linhas do baixo nos arranjos, coloquei uma tarraxa HipShot para baixar um tom na sétima corda, digamos que é o DROP A pelo fato da sétima corda ser afinada em Si, também conhecida como "Sizão" :) 

Marcelo Naudi - Quais são as suas atividades musicais hoje em dia?
Heraldo Paarmann - Estou seriamente envolvido com a atividade didática, sempre dei aulas - desde 1984 - mas nos últimos anos a educação musical me capturou . Além das aulas particulares de guitarra, dou aulas de bateria (iniciantes e intermediários), contrabaixo e violão. Também tenho alunos que me procuram para aulas de teoria , harmonia e percepção. Faço consultoria para ensaios de bandas, o que poderíamos chamar de ensaio dirigido ou pré produção quando a banda deseja se preparar para gravação. Comecei a dar aula no ensino superior no início de 2012, sou professor na disciplina de Prática de Grupo Instrumental na FACCAMP (Faculdade Campo Limpo Paulista) no curso de Licenciatura em Música. Tenho meu estúdio de gravação onde faço produções de bandas, jingles, vinhetas, spots, locuções e afins. Estou fazendo os shows de lançamento do novo álbum do Quarteto Kroma - lançado em 2012 intitulado DesConstruindo - e em setembro estaremos aniversariando 14 anos de carreira. E tenho a Ledness - Tributo ao Led Zeppelin, costumo dizer que alguns jogam bola mas eu prefiro tocar Led Zeppelin para relaxar hehehehe. 

Marcelo Naudi - E os projetos, alguma coisa pintando por ai?
Heraldo Paarmann - Estou preparando meu primeiro livro que estou devendo faz alguns anos, espero conseguir terminá-lo até o segundo semestre, o assunto que estou abordando é sobre a vida profissional, escrevi vários artigos por alguns anos sobre esse assunto em revistas especializadas de guitarra e produção musical, agora estou compilando tudo num formato de livro e atualizando as informações. Estou preparando meu primeiro trabalho solo, sempre gostei e me propus a fazer música em parcerias, nunca me vi como um artista solo, acho que chegou o momento para experimentar isso, não tenho uma previsão exata, mas arrisco dizer que devo lançar alguma prévia no final deste semestre e quem sabe lançá-lo no segundo semestre.

Marcelo Naudi - Deixe-nos alguma mensagem para os futuros guitarristas que vão ler esta entrevista. 
Heraldo Paarmann - Sejam bons músicos que tocam guitarra , o mundo está precisando de ideias , pois as condições existem, use-as com sabedoria!

 

Entrevista realizada em maio/2013.

 

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